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James Cameron (preciso dizer mais?)

janeiro 11, 2010

Rumo aos 2 bilhões de dólares de arrecadação mundial, mais do que o primeiro lugar, Titanic, e com o maior gasto da história do cinema, 400 milhões (produção e publicidade), desde as melhores críticas, até aquelas com  olhos para detalhes isolados, Avatar mostra cada vez mais que veio para ficar na História, e aos poucos, para alguns, vai revelando porque é uma “revolução”, tanto na forma de contar uma estória, como em sua aplicação audiovisual, com riquezas além da experiência visual, a qual revela sutilmente e com muita inteligência um pouco sobre a nossa relação com o próximo e com o nosso planeta.

A primeira vez que ouvi sobre Avatar, me falaram sobre renderização em tempo real, o que pude perceber o valor e a importância desta tecnologia em alguns videos de Making Of do longa no Youtube (indico que assistam), criada especialmente para o Avatar, mas tenho certeza de que o filme não me conquistou só por causa “disso”. Imagine então, James Cameron, precursor do Imax e diretor do filme que mais arrecadou na história do cinema (até o momento que Avatar não tome esta posição). Imagine se ele, ao ficar 12 anos parado, voltaria para pagar vexame. Não, absolutamente não. Causou dor de cutuvelo em muitos, mostrou para o que veio, e sabe fazer bem, um cinema como ninguém.

É técnico, é performático, tem vida, você acredita!

A atuação do elenco em sua forma digital, só é verossímil por causa de tal tecnologia, a qual capta os mínimos detalhes. Logo, a interpretação, o fazer acreditar, a bela trilha e as cores tornam esse novo mundo tão vivo, tão forte, tão único, que, de fato, criar uma nova tecnologia, pensar antes de apertar o “play” nas inúmeras salas com esta belíssima película é, com toda certeza, cabível de uma nova “Era” para o cinema comercial, alias, inteligente, com abrangência de várias areas, com grande destaque para a divulgação, como, por exemplo, a capacidade de aproveitar o melhor, digo, James Cameron daria muito mais do que uma aula de cinema de sucesso, pois sabe como ninguém, aproveitar o que há de melhor para um filme fazer sucesso: publicidade.

Os azulados Nav’is, ditos “smurfs-thundercatianos” (erroneamente), mostram seu carisma nas telas, a cada tomada e a cada minuto, você percebe uma beleza incomparável, uma vida jamais vista, tão pulsante, que a criação de um mundo não é para qualquer um, apesar de termos bons exemplos, como Star Wars e Senhor dos Anéis, nenhum destes tiveram tamanha capacidade de representação de vida.

Se há alguém morrendo de expectativas ou duvidando da capacidade de Avatar, será surpreendido desde o início, pois o “aparar arestas” é tão grande que assistimos a uma grande esfera, sem pontas, obviamente, pela mensagem somada a construção da trama com movimentos de câmeras ousados, detalhamentos precisos e segundos planos sendo valorizados igualmente aos primeiros planos. Logo, digo eu, Avatar sobressai das telas, jamais pelos óculos 3d, mas pela sua capacidade de prender o espectador de uma forma que você se sente no filme, se sente “nos pés” de Jake (personagem principal da trama), todas as tensões caem sobre você, afinal, o peso não é fácil de carregar, pelo menos de um filme tão belo e cativante, Avatar, seria então, o grande fato de “estarmos lá”, dentro de uma estória fantástica que nos fazem acreditar o quanto aquilo é real, e apesar de sabermos que não é, queremos estar lá.

Me desculpe a quem disse sobre o “roteiro” do filme, mas a arte roteirizar é além da estória sobre os seus olhos, são também os efeitos visuais, a trilha sonora, e toda a parte de uma produção, tudo é baseado em um roteiro, ou seja, “roteirizar” é justamente montar um fluxo, criar um entendimento do que deve ser feito desde o início para que todas as intenções do filme tenham a capacidade de se transformarem em uma obra “audiovisual”, em todos os momentos, a capacidade de contar uma estória deve ter concisão. E com toda certeza, se você saiu do filme abismado, satisfeito e limpando as babinhas no canto da camiseta ou da blusinha porque não despregou os olhos da tela em nenhum momento, tenha certeza de uma coisa, foi por causa do roteiro, foi por causa de toda a composição que este teve em seu êxito.

O que jamais, um cinema em casa e um dvd pirata poderiam passar de sensação semelhante, alias, única, seria justamente aquela vivenciada ao assistir Avatar. Seria eu ousado demais em dizer que essa pelicula me inspira em seguir uma área que admiro e almejo, pois é tão bom sair de uma sala satisfeito, e com a certeza de que há pessoas com capacidade criadora inigualável. Faça então uma pergunta para saber onde quero chegar, e te respondo: Avatar.

Um breve “Making of” de Avatar:

A melhor captura de performance em:

Cruassinado por Whyfred

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3 comentários

  1. Muito bom o post!
    Muito bom mesmo!!

    Faço ds suas palavras as minhas. E deixa esses bestas que não entenderam o filme pra lá… há sempre um “do contra” nesse mundo.

    Beijos,
    Carla


  2. Brother….. fuçando op Face encontrei o teu Blog.

    Que bacana, ótima redação e bem focado.

    Parabens!!


    • Olá que bom que gostou, preciso me inspirar mais com as críticas, obrigado pela leitura e volte mais vezes…



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